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Entrem e fiquem a vontade. Aqui vai conter um pouco do meu dia-a-dia e também a linda história de amor que eu vivo.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Esplim(Homenageando minha mãe)
Na vida tudo se aprende e infelizmente nada se valoriza Nos resquícios dos momentos passados, Visualizasse uma existência... Talvez um fracasso. Nem sempre se entende o que uma alma busca reter, Um sonho perdido, um sorriso apagado, Um desejo contido, ou uma linha, talvez um traçado Um coração sangrando, ou um corpo cansado, Uma angústia efêmera, ou quem sabe Efêmera seja a felicidade que talvez tenha surgido Nos raros momentos vividos, Momentos tristes, momentos esquecidos, Momentos talvez, desapercebidos, Como tudo em sua vida. Nesse corpo debate em revolta uma alma que grita sem sentido Um grito calado, que transborda de desejos ocultos, não revelados Por tudo ter aprendido, mas nada encontrado Que valesse a pena lembrar... Quanta amargura... Quanta euforia abafada E este sorriso inquietante que se esconde sob o gelo Que aos poucos se desfaz na hipocrisia, Afogando os sentimentos frustrantes. Que loucura! que insensatez! A povoar-lhe a mente Lançando-a na embriaguez de momentos esparsos Pelas bordas do seu eu... Ah! como queria gritante sentir outra vez a alegria De voltar à vida! voltar a acreditar na euforia De sentir-se talvez... um ser e não simplesmente, apenas e tão somente Um ser humano qualquer, que deslizando pelas encostas da vida Suplica por uma ninharia de atenção... Pensando que sabe que há muito Não sente mais emoção, Sem emoção por viver, sem emoção para viver, Sem emoção por saber, que toda sua vida se perdeu. Delírios inquietantes que regem seu pequeno universo Que metamorfose seria essa, que a pudesse libertar desse torpor Que seus sonhos enfeitasse de asas, e os colorisse também Que completasse seus sentidos E num mundo inverso a liberdade porém. Que mundo seria esse Que apenas no seu universo sorriso não teria fim, Lágrimas seria o contrário de tristezas ou de esplim. E num repente tudo o mais se transformasse, Das cinzas o amor brotasse O sorriso espelhando felicidade, espocasse, Borbulhando na emoção, talvez De um outro alguém Que por falsa emoção nem tenha percebido Que já morreu também.
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